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Apr 6, 2013

colômbia urban patterns

Revisitando os arquivos de viagem encontrei estas fotos que não havia publicado em lugar algum.
America Latina tem um estilo de padronagem urbana bem peculiar e gosto muito.






Mar 31, 2013

Recuerdos de Colômbia











    Sessão de fotos realizada no mês de julho de 2012 na cidade de Bogotá, durante minha exposição  Obituary.

Sub / exposição


Domingo quente com céu beirando um temporal, a radial leste praticamente vazia, eu e meu irmão ouvindo mogwai no talo enquanto eu colocava um filme fuji neopan na nikon FM10 velhinha, velhinha.
Ajustei a asa de 400 para 3200.

Deja vú.
Não era, mas parecia... vivi algo assim uns dez anos atrás, a nostalgia começava a tomar conta, no som dos trovões, no latido dos cães, no ossobuco que minha mãe preparava.

Fui conversar com minha vó que beira os noventa, mal lembra das coisas e fuma pra cacete...

sub exposto

super exposto


e todos os vestígios de humanidade da fotografia analógica...
me lembrou o leste europeu mas era o Parque São Lucas.









Mar 29, 2013

ASHES TO ASHES . algum lugar entre São Paulo e Paris_ 2013

Alguns meses atrás, ao levantar da cama piso no carpete e vejo que está inteiramente molhado... virei sonâmbulo?!
   Sei lá, peguei umas toalhas e deixei alí para secar, e meu quarto ficou com um cheiro de cachorro  bem legal!
   Alguns dias depois fui visitar minha mama, e no mesmo dia caiu um toró que parecia acabar o mundo, chego em casa e o quarto virou uma piscina... imagina isso no oitavo andar com uma série de fios no chão, que, por milagre não rolou um curto.
Descoberto o mistério!!!
O encanamento da calha d'água passa exatamente na parede do meu quarto e havia estourado.
Enquanto o pedreiro resolvia a parada, fui na cozinha preparar um café, e, ao ir para sala olho para a janela e o prédio em frente ao meu, no mesmo andar pegou fogo!!!
Era véspera de feriado... a festa devia ter sido foda!

Em Paris, fui pintar em um prédio que será demolido em breve, ao entrar no apartamento, me chamou a atenção os pequenos detalhes, embora parcialmente limpo, havia marcas da ausência da presença, e foi isso que busquei registrar, por onde passamos, ou o que falamos deixa um rastro, deixamos nosso lixo, deixamos nossas palavras...
















Nov 7, 2011

UM POCO DE MUERTE A LOS VIVOS


Acho que o primeiro contato que tive com a cultura mexicana foi com um disco que meu pai tinha dos Mariachi, disco duplo que não sei que fim levou.
Depois disso, a coisa mais próxima foi quando conheci um pouco mais dos chicanos de Los Angeles, que, na real não curto muita coisa, mas tenho grande respeito, e claro, os tacos, os burritos e os doritchos...
Mas como qualquer cultura, quando sai do lugar de origem se torna uma outra coisa.
Quando recebi o convite de vir para o México e pintar exatamente no dia de los Muertos com Dr. Lakra, o que pensei foi nessa fixação que tenho pelo obscuro, não muito mais que isso, ou isso já é o suficiente.
Como tem acontecido nas ultimas viagens, tenho deixado com que o lugar me leve a fazer algo, o mais natural possível e não estudar o que é o lugar, parei um pouco com isso, e posso dizer que estou cada vez mais feliz com o meu trabalho.
Para meu espanto, acredito que nunca me identifiquei com uma cultura igual tem sido com a mexicana. Sinceramente, não sei descrever a energia que rola aqui, e o negócio é do capeta, literalmente.
A cidade de Oaxaca equivale a San Francisco para os americanos, é berço de grandes artistas especialmente na área gráfica. A cidade parece fluorerescente de cores tão intensas contrastada com o macabro, imagens tradicionais das calaveras que hoje se mistura ao Halloween, e essa coisa do Peyote, na boa, neguinho fala de psicodelia americana, a coisa natural é aqui, ta estampado em tudo e em todos.
Eu não sou de escrever muito, também falo muito pouco... Mas eu gosto de lembrar das coisas, e mesmo gostando de fotografar, talvez as coisas mais importantes deixei de registrar, mesmo estando com a câmera a ponto de bala... assim mantenho minha memória mais ativa...e claro, sinto que escreveria muito mais que o meu normal sobre os poucos dias no México.
Como em todas as cidades que tenho ido, tenho feito registros dos cemitérios, aqui, honestamente, de tão natural que é a relação de morte e vida, vejo que é mais importante registrar a festividade popular deste tema que agente considera algo tão triste, é uma sensação muito louca pela naturalidade... lembro de uma pergunta que minha namorada me fez antes de viajar... sobre o que eu esperava desta viagem ... Respondi, não sei exatamente, mas sei que vai ser um divisor de águas...

✝