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Apr 6, 2013
Mar 31, 2013
Sub / exposição
Ajustei a asa de 400 para 3200.
Deja vú.
Não era, mas parecia... vivi algo assim uns dez anos atrás, a nostalgia começava a tomar conta, no som dos trovões, no latido dos cães, no ossobuco que minha mãe preparava.
Fui conversar com minha vó que beira os noventa, mal lembra das coisas e fuma pra cacete...
sub exposto
super exposto
e todos os vestígios de humanidade da fotografia analógica...
me lembrou o leste europeu mas era o Parque São Lucas.
Mar 29, 2013
ASHES TO ASHES . algum lugar entre São Paulo e Paris_ 2013
Alguns meses atrás, ao levantar da cama piso no carpete e vejo que está inteiramente molhado... virei sonâmbulo?!
Sei lá, peguei umas toalhas e deixei alí para secar, e meu quarto ficou com um cheiro de cachorro bem legal!
Alguns dias depois fui visitar minha mama, e no mesmo dia caiu um toró que parecia acabar o mundo, chego em casa e o quarto virou uma piscina... imagina isso no oitavo andar com uma série de fios no chão, que, por milagre não rolou um curto.
Descoberto o mistério!!!
O encanamento da calha d'água passa exatamente na parede do meu quarto e havia estourado.
Enquanto o pedreiro resolvia a parada, fui na cozinha preparar um café, e, ao ir para sala olho para a janela e o prédio em frente ao meu, no mesmo andar pegou fogo!!!
Era véspera de feriado... a festa devia ter sido foda!
Em Paris, fui pintar em um prédio que será demolido em breve, ao entrar no apartamento, me chamou a atenção os pequenos detalhes, embora parcialmente limpo, havia marcas da ausência da presença, e foi isso que busquei registrar, por onde passamos, ou o que falamos deixa um rastro, deixamos nosso lixo, deixamos nossas palavras...

Sei lá, peguei umas toalhas e deixei alí para secar, e meu quarto ficou com um cheiro de cachorro bem legal!
Alguns dias depois fui visitar minha mama, e no mesmo dia caiu um toró que parecia acabar o mundo, chego em casa e o quarto virou uma piscina... imagina isso no oitavo andar com uma série de fios no chão, que, por milagre não rolou um curto.
Descoberto o mistério!!!
O encanamento da calha d'água passa exatamente na parede do meu quarto e havia estourado.
Enquanto o pedreiro resolvia a parada, fui na cozinha preparar um café, e, ao ir para sala olho para a janela e o prédio em frente ao meu, no mesmo andar pegou fogo!!!
Era véspera de feriado... a festa devia ter sido foda!
Em Paris, fui pintar em um prédio que será demolido em breve, ao entrar no apartamento, me chamou a atenção os pequenos detalhes, embora parcialmente limpo, havia marcas da ausência da presença, e foi isso que busquei registrar, por onde passamos, ou o que falamos deixa um rastro, deixamos nosso lixo, deixamos nossas palavras...

Nov 7, 2011
UM POCO DE MUERTE A LOS VIVOS
Acho que o primeiro contato que tive com a cultura mexicana foi com um disco que meu pai tinha dos Mariachi, disco duplo que não sei que fim levou.
Depois disso, a coisa mais próxima foi quando conheci um pouco mais dos chicanos de Los Angeles, que, na real não curto muita coisa, mas tenho grande respeito, e claro, os tacos, os burritos e os doritchos...
Mas como qualquer cultura, quando sai do lugar de origem se torna uma outra coisa.
Quando recebi o convite de vir para o México e pintar exatamente no dia de los Muertos com Dr. Lakra, o que pensei foi nessa fixação que tenho pelo obscuro, não muito mais que isso, ou isso já é o suficiente.
Como tem acontecido nas ultimas viagens, tenho deixado com que o lugar me leve a fazer algo, o mais natural possível e não estudar o que é o lugar, parei um pouco com isso, e posso dizer que estou cada vez mais feliz com o meu trabalho.
Para meu espanto, acredito que nunca me identifiquei com uma cultura igual tem sido com a mexicana. Sinceramente, não sei descrever a energia que rola aqui, e o negócio é do capeta, literalmente.
A cidade de Oaxaca equivale a San Francisco para os americanos, é berço de grandes artistas especialmente na área gráfica. A cidade parece fluorerescente de cores tão intensas contrastada com o macabro, imagens tradicionais das calaveras que hoje se mistura ao Halloween, e essa coisa do Peyote, na boa, neguinho fala de psicodelia americana, a coisa natural é aqui, ta estampado em tudo e em todos.
Eu não sou de escrever muito, também falo muito pouco... Mas eu gosto de lembrar das coisas, e mesmo gostando de fotografar, talvez as coisas mais importantes deixei de registrar, mesmo estando com a câmera a ponto de bala... assim mantenho minha memória mais ativa...e claro, sinto que escreveria muito mais que o meu normal sobre os poucos dias no México.
Como em todas as cidades que tenho ido, tenho feito registros dos cemitérios, aqui, honestamente, de tão natural que é a relação de morte e vida, vejo que é mais importante registrar a festividade popular deste tema que agente considera algo tão triste, é uma sensação muito louca pela naturalidade... lembro de uma pergunta que minha namorada me fez antes de viajar... sobre o que eu esperava desta viagem ... Respondi, não sei exatamente, mas sei que vai ser um divisor de águas...
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